14 marzo, 2008
13 marzo, 2008
Prólogo
A justiça humana é trespassada em sua marcha pelos conceitos de Divino, moral, natural e positivo, e é sempre tarefa árdua o ato de julgar. Mas a Justiça social é um conceito mais próximo do cotidiano humano e, por isso mesmo, é uma idéia comum a todos os que compartilham uma mesma tradição – uma Justiça do cidadão que gere os comportamentos sociais. Por essa prerrogativa de todo cidadão em inferir aos atos e normas do Estado a concepção de justo ou injusto é que nasce o direito à resistência à opressão daquele poder, que constitui um mandamento secular e divino, da moral e da ética, clássico e atualíssimo, presente na plena maioria das ideologias culturais existentes. Desde o advento do Estado Moderno tem-se o direito à resistência juridicamente considerado, com tendências e contornos específicos, surgindo a nós como um fenômeno social de direito denominado Desobediência Civil, um levante popular à tirania e a iniqüidade de um governo injusto, uma forma de publicar dada lei como inválida, se esta não se reveste do espírito de justiça, para salvaguardar os princípios fundamentais de garantia, a nós constitucionalmente assegurados. O intérprete desse movimento é o povo, através de uma minoria esclarecida, a qual intenta a demonstração da injustiça, ilegalidade ou invalidade de lei ou ato normativo, tanto para os demais membros da sociedade quanto para o governo, para que haja, conforme o caso, a modificação, extinção ou criação de lei e opere-se a mais alta Justiça, baseada na liberdade dos homens em uma sociedade igualitária. É um movimento civil das minorias, não-violento, publicista e ideológico que, ao contrário de uma revolução para destituição do poder constituído, é em verdade a legitimação da democracia e o fortalecimento das bases do Estado de Direito, integrante do soberano poder popular. Não se confunde com a transgressão criminosa, pela quebra do contrato social, mas é justamente quando o Governo quebra este mesmo contrato que acontece o direito reverso de desobedecer às leis injustas que emana. A dialética jusfilosófica encerrará a sua plena consecução como instrumento de transformação social, considerando o contestador e o direito a desobedecer à lei injusta, desde o período clássico até os ritos contemporâneos da ciência política, contextualizando essas experiências ideológicas através dos conceitos de Justiça, que irão interpor a relação entre Direito e Religião, entre a doutrina natural e a positiva, além da visita aos modernos pensadores que tratam a deontologia da lei, o seu espírito. Restará legitimado pela sua própria natureza de levante popular sobre a política e o poder, como assim também o será legal, pela hermenêutica sobre os ditames constitucionais, fim precípuo das garantias fundamentais do homem.
Isso é um pouco do que virá no livro: "O Contestador e o Poder Constituído", que, esperançosamente, sairá em abril. Críticas, por favor.
por roberta, cette nuit @
18:48
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Etiquetas: derecho, desobediencia civil, filosofía
12 marzo, 2008
Tienes (1) nuevo mensaje
Hola, ¿como estás?
Quería invitarte a un café. En realidad, me gustaría invitarte a mi casa, pero, bajo las actuales circunstancias, no creo que sería de lo más aplacible.
Te echo de menos. Añoro hablar contigo. Sé que estás muy liado con tus grandes planes y tus muchas responsabilidades. Sé que de las mías no he tratado como era debido, sin embargo, cuando me pongo ante la única ventana de mi piso, desde donde sólo se puede ver una pared desesperadamente quebradiza, son caras como las tuyas las que veo estampadas en este vacío. Esas pequeñas personas en la humedad... eso es lo que me quita de unas ganas extrañas de que dejen de existir días y horas.
Estoy profundamente sola, pero no como cuando estás sola en tu cama o en tu ordenador, sino que me baña esa tremenda soledad de los que están acompañados sin que nadie se de cuenta de su presencia.
Me gustaría volver, pero no es todavía el momento.
Lo que me duele no me debería doler y lo que me deja feliz simplemente no me concierne. El aturdimiento del no poder ante los hechos es lo que me pertenece.
Nunca creí en el rescate, pero ahora, al acostarme, en mis insomnios, bajo algunas lagrimas indeseadas, antes del entorpecimiento y después del vino, se me escapa al control pensar que esa mierda se tiene que terminar algún día.
Sé que no me entenderás, sé que no tienes por qué hacerlo. No pasa nada, estás ahí y ya.
Me anido en el terciopelo de mi manta, escucho los primeros ruidos de una cotidianidad desavisada y hago de cuenta que todo lo malo es ensueño.
Cuidate mucho.
Besos.
11 febrero, 2008
Distorted Morality
Somos todos hipócritas, em vários graus. É aceitável pensar que essa é uma característica humana per se, e que em certo ponto nossas hipocrisias se anulam entre si, contextualmente, dentro da sociedade.
O sentido comum aceita um dado grau de alienação cínica, e talvez isso seja a delicada substância que faz uma sociedade de pessoas não terminar em uma guerra de paus e pedras, tudo retroalimentado pela mesma razão cínica que toma parte em todos os grandes erros humanos. O mundo é um moinho.
Eu desacato cânones e subverto moralidades para tentar justificar algo que só pode existir no legalmente desimportante mundo das idéias, mais inebriante que qualquer porre da vida real, e sei que o que faço é puramente procedimental. À parte isso, "tenho em mim todos os sonhos do mundo".
Em que hemisfério equacional, então, eu devo colocar-me? Sou o que ri quando quer chorar, ou simplesmente estou fora da razão?
09 febrero, 2008
Meios
Sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos, escreveu o Scott Adams no seu blog:
"There’s a lot to like about Obama as a candidate for President. The man has gifts; no doubt about it. But the thing that fascinates me most is how hard it is to label him.
He’s neither white nor black.
He’s neither old nor young.
He’s not a southerner or northerner because he grew up in Hawaii.
He’s not too left or too right.
He’s not too Christian, and even has a Muslim name.
He’s not an old school politician or a newcomer.
He’s not handsome in a standard way, yet he’s attractive.
He’s a man, but somehow projects a feminine vibe too."
Será que o melhor na política será, no fim, dirigir-se ao meio? Quer dizer, ideologias construíram grandes avanços civilizatórios e TODAS as guerras. Eu fico pensando em como fazer política deixaria de ser uma questão ideológica e se transformaria em uma série de encadeamentos racionais sobre a realidade.
Já faz tempo desistimos de trabalhar com premissas e verdades absolutas, e a relatividade tampoco é a melhor amiga de uma sociedade igualitária. Os partidos comunistas sucumbiram, os extremistas cristãos são adorno das eleições ocidentais, e assim vamos vivendo, em direção ao meio de tudo. Melhor é ter um pouco de cada coisa e não ser nada em específico.
Ou então não é nada disso, é simplesmente questão de sensibilidade, conhecer o meu, o teu, o do vizinho e o do garoto esquisito do fundão da classe, e achar que o melhor da festa é quando estamos todos, dividindo experiências. E eu acho que é isso que o Obama quer fazer, já que ele é um pouquinho de tudo e nada em particular, pronta para escutar.
Eu adoraria que ele fosse eleito. Queria ver se isso realmente funciona.
por roberta, cette nuit @
21:32
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Etiquetas: actualidades, política
21 junio, 2007
Faça um test drive no Linux... afinal de contas, é gratis.
It has become a very credible operating system, even for typical PC users . . . though the whole concept is still alien and intimidating. Herewith is a list of Everything You Ought To Know Before Your First Linux Install:
1. Linux and its free software are a perfect choice for a "spare" computer, like the PC your kids use or the notebook that migrates throughout the house. For meat-and-potatoes Web browsing, e-mail, word processing, and media playing, spending $400 for legit copies of Windows and commercial apps can be overkill.
2. There's no "one" Linux. The Linux OS is a lot like English: It's all the same, technically, but the variants will prevent you from successfully ordering a submarine sandwich with fries and a Coke when you're 400 miles away from where you grew up.3. Even with one specific kind of Linux, there are several distributions. A "distro" is a specific combination of the OS and various packages of drivers, installers, utilities, and user apps that make installing and using it either as smooth as silk or a nightmare from which you fear you shall never awaken. Visit distrowatch.com for a field guide.
My personal favorite distro is Ubuntu Linux (ubuntu.com). It has a huge, active support forum (ubuntuforums.org).
4. Your distro will arrive in the form of a "Live CD," which you can either purchase online for the cost of two X-Men comics or download as a 500 megabyte disc image and then burn. Boot your PC from this disc, and presto, you're using Linux, complete with a full suite of useful apps such as the Firefox browser and the OpenOffice suite of productivity apps. If you like what you see, you can install Linux directly onto your hard drive. If you don't, just shut down and eject. Your PC will be left untouched.
5. It's not necessary to choose between Linux and Windows. Your installer can create a "dual boot" system that can run both. Either way, use your PC's built-in utility to burn a "recovery disc" so you can re-install Windows.
6. The biggest stumbling block you'll encounter with Linux is getting it to recognize all of your PC's hardware. I mean you might have no WiFi. And your gorgeous 1600x1200 screen is downgraded to 800x600 resolution.
Sure, I've had Linux installations go smoothly. But that only happens when the distro you've chosen is exceptionally right for your PC, and includes all of the drivers you'll need. Google for the make and model of your PC plus "Linux" and "distro," and you'll quickly find a good candidate.
7. Don't be frightened off by some of the mega-complicated solutions you'll find in the help forums. Locating and installing the extra drivers you need is a job for Linux's built-in package manager.
So with Ubuntu, for example, getting your display running at full resolution merely requires that from the menu bar, you click on System >Administration >Synaptic Package Manager. Then search for the name of your video card, and then click a button to download and install the right drivers. Even better, package managers help you locate virtually any free software you might ever need.
8. Just creating a bootable, useful system is 80 percent of the install, and will take only 5 percent of your time. The next 10 percent of the project will take up to 50 percent. Getting the final 5 percent of your hardware working (like your notebook's headphone jack) might not be worth the investment.
9. Your existing peripherals will probably work fine. There are drivers for most popular printers, and if your digital camera or music player appears on your PC as an external storage device, it'll work with Linux media managers.
10. Remember that the world is a good and happy place, and that Linux's many creators and supporters wish you no harm.
* retirado do muito bem escrito artigo do The Sun-Times.
** for that matter, eu recomendo, além do Ubunto, o Conectiva como uma boa distribuição "reconhecimento de campo".
*** if you wanna go national, eu realmente adoro o Kurumin, que é lindinho, facinho e todo plug-and-playzinho.
por roberta, cette nuit @
23:55
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Etiquetas: software libre
20 junio, 2007
Ainda a Ilha
Falando em Cuba (post passado), olha a animação que o Leftchannel fez para o RLD2 e a inspiração latina sobre a música "1976":
Podemos escrever a história da revolução frame to frame e com licença poética.
por roberta, cette nuit @
03:50
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Etiquetas: actualidades, historia, musica
19 junio, 2007
Cocodrilo Verde
Ontem me chamaram de radical. Um amigo de um amigo meu.
Isso me fez parar um segundo e pensar nos meus desejos imediatos, que eram, por ordem de "imediatez", que chegasse a cerveja preta que eu havia pedido, voltar pra casa e terminar de ler um livro para a minha tese, terminar a minha tese e ir a Cuba.
Quero ir a Cuba (e já fui muitas vezes, de muitas maneiras, só não ainda fisicamente) desde sempre, queria viver uns tempos lá, passar bem bem e bem mal, namorar uns quantos cubanos e aprender a usar lenço na cabeça daquela maneira que usam as cubanas e que não as fazem parecer deprimentes, como lenços na cabeça geralmente fazem. Tudo isso antes que se anuncie a morte de Fidel e todo mundo lá comece a falar inglês.
Um professor e amigo meu viveu em Cuba, exilado pelo regime franquista, e conheceu o Comandante em pessoa. Eu tinha a ilusão de ir, na qualidade de mestranda, que estuda história das revoluções sociais e direitos humanos, aluna de alguém que já fumou purros com Fidel e pedir uma audiência com ele, tirar uma foto e dizer que ele é o cara.
Agora só na outra vida, mas conhecer La Habana ainda é possível, se eu tratar de correr.
Eu queria ter dito tudo isso ao cidadão que me acusou de radical. Assim ele poderia me chamar de radical com mais propriedade, mas como eu sou radical, não posso argumentar, afinal, ambos conceitos não se combinam.
Às vezes, até dar motivos às presunções alheias é difícil.
por roberta, cette nuit @
17:57
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Etiquetas: actualidades, historia, nonsense
11 junio, 2007
a matter of matters
Desde 1492 até 1990, estima-se que houve no mundo cerca de 36 genocídios, os quais tomaram a vida de alguns milhões de pessoas. Mais da metade desses atentados à humanidade tiveram lugar no século XX (Ruanda, Cambodja...), e sozinhas as duas Grandes Guerras mataram em torno de 55 milhões de pessoas.
Após 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, urgia a criação de leis que tutelassem tais crimes mais efetivamente do que já se havia escrito, dito e pensado ao longo da história política pós-revolução francesa. Dessa forma, a Declaração de Direitos Humanos da ONU, de 1948, invocou para si a tarefa de universalizar conceitos como vida, liberdade e dignidade humana, enunciando assim a nova era de proteção aos povos do mundo.
Entretanto, se Richard Rorty estava certo ao intitular o ser humano como um ser contingente, que muito longe de ser absoluto e transcendente, é fruto da pluralidade de experiências, crenças e valores adquiridos por determinada tradição cultural que evolui e/ou degenera ao longo de causalidades incontroláveis, uma série de direitos baseados em dado período histórico onde o comportamento humano se dava de tal maneira não pode funcionar como um ponto fixo de racionalidade apta a lograr em todas as esferas sociais, a qualquer tempo, universalmente.
Aliás, universalidade é algo tão ingênuo quanto perigoso. O que nos define a todos como "iguais" é exatamente a precariedade da existência humana e, portanto, a impossibilidade do "igual" em nós. Em certa medida, é essa a lógica que leva Nietzsche a proclamar a democracia como a maior degradação do individualismo do homem, porque trata de sustentar que somos todos iguais e destituir os cidadãos do direito à sua "personalidade" única e própria.
Apartando um pouco os radicalismos (o desapreço de Nietzsche pelas massas tem muita influência sobre suas deliberaçoes acerca do tema), muito embora os cientistas jurídicos, assim como os políticos, tendam a desconsiderar as discussões analítico-filosóficas sobre Direitos Humanos, é muito fácil encontrar pontos onde eles, até hoje, falham ou simplesmente não conseguem chegar, por aferrar-se ao corolário da universalidade e não no que se pode chamar diferencialidade, à medida em que, se prestamos bem atenção, toda luta humana se rege pelo desejo de querer ser único e distinto, ou de manter a sua identidade cultural quando os demais tentam converter-lhes em seus iguais.
Só é preciso ler nos jornais, entender o que é a televisão, ou simplesmente atentar ao que fazemos no nosso próprio dia-a-dia. Eu quero ser igual a todos ou desejo mesmo é mostrar ao mundo que sou diferente?
por roberta, cette nuit @
18:39
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Etiquetas: actualidades, filosofía
08 junio, 2007
Como ser presidente dos EUA em 5 lições
Eis uma coisinha que se pode depreender de uma aula de geopolítica:
O censo nos Estados Unidos da América do Norte não é obrigatório, o que significa dizer que ninguém está obrigado a entrar nas estatísticas como "cidadão"; Calcula-se por essas bandas que são contabilizados mesmo só um oitenta por cento do povo, mas que figuram como cem por cento da cifra censitária oficial.
Desses oitenta por cento, em média, apenas outros oitenta por cento estão aptos a votar, quer dizer, são maiores de dezoito anos, sem impedimentos.
Outra vez, como por lá não existe o dever elitivo, longe da totalidade desses oitenta por cento de aptos vão, de fato, à boca da urna; calcula-se, pois, que a cifra de votantes gira em torno aos setenta por cento (para o caso da eleição à presidência; baixando o escalão, baixam vertiginosamente tais números).
Mas olha o truque! São 70% dos 80% dos 80% dos 100% originais.
Considerando que a segunda eleição do Bush, dizem, foi ganha contanto com os 51% dos votos apurados, estaríamos falando, então - não se percam! -, de 51% dos 70% dos 80% dos 80% dos 100% da população estadounidense... uns parcos vinte e dois e algo por cento, nessa aproximação. O tipo só precisa convencer a 22% da nação para ser eleito por maioria absoluta. 22%.
Fácil ser tirano do mundo hoje em dia, não?
por roberta, cette nuit @
03:17
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Etiquetas: actualidades, política
07 junio, 2007
01 junio, 2007
La Paz Perpetua de Kant
En el siglo XVIII, bajo el contexto histórico de la paz de Basilea entre Francia y Prusia, en 1750, Kant escribe su pequeño ensayo Sobre la paz perpetua, dónde busca establecer las condiciones políticas, militares y éticas para lograr la concordia universal.
Lo leía y me imaginaba si el alemán tenía la conciencia de que estaría vaticinando el futuro al proponer todas las premisas las cuales, según él, son imprescindibles para la consecución de la paz. Por no creer en casualidades históricas, me fijo en el hecho de que al pensamiento crítico-filosófico deberían tener más en cuenta los políticos y las estrategias.
¿Y qué semejanza hay entre las cuotas kantianas y la actualidad? Se las cito:
“No debe considerarse válido ningún tratado de paz que se haya celebrado con reserva secreta sobre alguna causa de guerra en el futuro”, pues eso sería armisticio, es decir, posponer el uso de las armas en una guerra de infidelidades.
“Ningún Estado independiente podrá ser adquirido por otro mediante herencia, permuta, compra o donación”, pues un pueblo, una nación, un territorio, son más que eso, son una cultura compuesta por seres humanos a los cuales recaen derechos innatos y inalienables.
"Ningún país puede atacar a otro basándose en suposiciones de lo que puede pasar en el futuro", pues siempre será peor adelantar el mal de la guerra que dar una oportunidad a la paz.
“Los ejércitos permanentes deben desaparecer totalmente con el tiempo”, desapareciendo con ellos la constante amenaza y el imperio de la incertidumbre respecto a la paz.
“Ningún Estado debe inmiscuirse por la fuerza en la constitución y gobierno de otro”, si no existe un desorden político ni conflictos internos, la intervención de un territorio atentaría contra los derechos de un pueblo independiente.
(...)
En los Apéndices I e II, Kant habla sobre la discrepancia entre moral y política respecto a la paz perpetua y sobre la armonía de la política según el concepto transcendental del Derecho Público, queriendo decir que es primordial una ética pública que anhele la paz permanente, la que impida al gobernante convertirse en déspota y exonere la Política de las argucias y contradicciones, porque el gobierno debe ser un guía para la nación, y no un ente dominante.
...Actual, ¿no?
*todas las imágenes fueron halladas en google.com.
por roberta, cette nuit @
06:51
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Etiquetas: actualidades, filosofía, política
28 mayo, 2007
Todo humanismo é um patriotismo...
...porque se somos representações aleatórias ou coincidentes, pensadas e pensando através de uma gramática concebida pelo mito da verdade, e se esta é de fato um mito, o nosso legado não será mais que a imaginação. E quando provamos do mundo as palavras desvirtuam o des-cobrir: aí fora só há a Mentira que nos delata, a negativa, o não-ser que é essência de todas as coisas. O certo é que somos coisas, como quaisquer outras coisas, objetos sintáticos, cadeiras, elefantes, filósofos, mentira. O mundo é o que pensamos existir como mundo, e cada um vive das suas próprias considerações. E todo o resto que a gente se autoimpõe como se fosse vantagem evolutiva é mero patriotismo, bairrismo, prolegômenos, só um conto a mais da nossa língua.
Entretanto, acho que vivo dentro de numa bolha cartesiana de racionalidade... eu sigo duvidando para provar que existo.
16 abril, 2007
Os Poréns de Antônio Vieira
Quando o Padre Antonio Vieira desembarca a primeira vez com sua família, de Portugal para a cidade da Bahia, ainda não se havia despertado nele a vocação religiosa. Sua vida de “brasileiro” foi volteada pela questão indígena, dos que viviam à costa e que foram expulsos, de onde depois foi também o expulsado.
Na Companhia de Jesus, Vieira foi pai e algoz; quando começou a escrever seus sermões, refletiu sobre a verdade, virtude certamente oposta à mentira, dizendo que no Brasil até o céu mente (“o céu é uma mentira azul”), como se houvera escrito hoje de manhã, e não há quatro séculos...
Ironias à parte, lhe cabe a crítica da doutrinação pervertida em dominação, baseada em um processo que começou bem antes, com os gregos, e que tem seus respectivos fundamentos em cada período histórico, o da desumanização de um povo.
Os gregos, e todos os seus contemporâneos, consideravam seus escravos como coisas, objetos desprovidos da condição humana e, portanto, passíveis de valoracao em dinheiro, compra, venda, troca, destruição.
Desumanizar é a ferramenta de muitos e muitos processos de exploração do homem sobre o homem, antes de Vieira os gregos, depois dele os nazistas, cada um excusado por seus próprios motivos, mas a teles de todo o processo é a mesma: uma excusa para a barbárie.
Antônio Vieira não cria, como faziam os Senhores escravistas, que os índios (e negros) não tinham alma, em parte o que o fez chocar com muitos colonos, mas os tinha como selvagens endemoniados que careciam viver "dignamente", vestir roupas e não idolatrar o sol para poder merecer o Paraíso cristão; era contra a escravidão indígena, mas consentia com ela nas condições enunciadas por Francisco Vitória, famoso abolicionista ibérico, em que índios e negros poderiam ser explorados "em acordo com las leis da igreja". Esses poréns aparecem reiteradamente em suas convicções: abolicionista ma non troppo.
Pecava porque apoiava um dos maiores massacres que uma cultura já experimentou ao longo da História, pervertia a lógica de seu Deus porque não respeitava os costumes e as tradicões de um povo, muito anterior à chegada de portugueses no Brasil, que era tão sociedade quanto qualquer outra sociedade.
Não obstante, toda doutrina tem seu tom de dominacão, toda fé cega é totalitária, e Antônio Vieira foi um grande orador e pensador da causa indígena num tempo de Inquisição, colonialismo e navios negreiros. Escreveu suas possibilidades e reconheceu suas impossibilidades.
Seus Sermões são de fato obras de arte. Com grande consciencia, escreveu, no Sermão da Quarta Dominga do Advento:
“Comove-me muito mais a imagem dos meus pecados do que essa imagem de Cristo crucificado. Porque diante da imagem de Cristo crucificado, eu sou levado a ensoberbecer-me por ver o preço pelo qual Deus me comprou. Mas diante da imagem dos meus pecados, eu sou levado a apequenar-me, por ver o preço pelo qual eu me vendi. Quando vejo que Ele me comprou com todo o seu sangue, eu não posso deixar de pensar que eu sou muito, eu valho muito. Mas quando vejo que eu me vendi pelos nadas do mundo, aí penso que sou nada, valho mesmo é nada.”
12 abril, 2007
Copa do Mundo dos Filósofos [Philosopher's World Cup]
Tenho que admitir: eu adoro humor inglês.
Não é porno-chanchada nem citcom, mas eu acho que o humor inglês combina tanto com a ironia quanto com o pastelão, um humor inadvertidamente formal (impossível não sentir a elegância do acento britânico) e sem a autopiedade do humor brasileiro, por exemplo: eles riem do savoir faire do inglês médio, das suas inabilidades sociais e do seu formalismo démodè, de uma maneira quase ingênua, muitas vezes sem graça, mas sempre interessante.
O melhor desse humor inglês é o Monty Python, o qual, imagino, dispensa comentários. Dessa vez, quero mostrar-lhes um sketch onde se trava uma partida de futebol entre Grécia e Alemanha, que teria lugar durante a Copa do Mundo que se realizou em Munique, em 1972. Era a grande final.
As seleções são formadas pelos filósofos, respectivamente, gregos e alemães, e se desenrola tendo em conta as ideologias de cada jogador, motivações as quais são narradas passo a passo pelo locutor (de intusiasmo igualmente inglês), e mesclam o escracho com a inteligência dos autores em vincular tendências filosóficas e passes de futebol.
A Alemanha, que entra primeiro no estádio, vem escalada da seguinte forma:
1 LEIBNITZ
2 KANT
3 HEGEL
4 SCHOPENHAUER
5 SCHELLING
6 BECKENBAUER
7 JASPERS
8 SCHLEGEL
9 WITTGENSTEIN
10 NIETZSCHE
11 HEIDEGGER
(A filosofia germânica representada desde o "Idealismo Alemão" até a "Escola de Frankfurt", e mais além.)
Depois, a seleção grega, que vem com:
1 PLATÃO
2 EPITETO
3 ARISTÓTELES
4 SÓFOCLES
5 EMPEDOCLES DE ACRAGA
6 PLOTIN
7 EPICURO
8 HERACLITO
9 DEMOCRITO
10 SÓCRATES
11 ARQUIMEDES
Dispensam comentários. Só aponto que Plotin não era grego, mas egípcio, que é algo que eu prontamente deixo passar (quem sou eu...), dado o todo da coisa.
O locutor começa dando a formação dos times: "os alemães vêm num 4x2x4, Leibnitz é o goleiro, seguido por Kant, Hegel, Schopenhauer e Schelling na defesa, centro-avantes Schlegel, Wittgenstein, Nietzsche e Heidegger, e ataque um duo, Beckenbauer e Jaspers": Para quem ainda não havia notado, o (verdadeiro) jogador da seleção alemã está escalado no meio dos filósofos, e o locutor adverte, com essa ironia intocável do Monty Python, que Beckenbauer foi tanto quanto uma surpresa na escalação do time.
E segue: A Grécia é mais defensiva, e vem com Platão no gol, Sócrates no ataque e Aristóteles como um ala que, nas palavras do locutor, está no alto de sua boa forma, e ressalta que a surpresa desse time é a inclusão de Arquimedes (que não era filósofo, e sim matemático e físico).
O árbitro é Confúcio (não à toa), e os bandeirinhas são Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. Lhes deixo com o vídeo e volto a comentar, para não estragar a surpresa:
O narrador é impagável, enquanto a câmera mostra os jogadores em mais profunda contemplação e a bola está lá parada, na meta ("a bola, aí está a bola!"). Entre ele e o comentarista há a discussão de que ninguém fez gol até agora, a que replica dizendo "bom, pode não haver gol, mas seguramente não nos falta emoção nesta partida!".
Nietzsche começa a discurtir com o árbitro, Confúcio, alegando que ele não tem "livre arbítrio": essa é uma referência ao relativismo moral do autor, que utiliza o seu conceito de livre arbítrio para fugir de uma "moralidade escravizadora" e estabelecer o homem "Além do Bem e do Mal", de cujo livro homônimo vem essa teoria. Sem o livre arbítrio, o homem não escolhe, mas é levado a exercer uma consciência moral imposta pela sociedade, e vive em uma quimera, sua liberdade não existe e sua vontade não é interior, mas pensada desde fora e, só então, assimilada.
Por essa discussão, Nitzsche leva cartão e vemos começar a aquecer-se no banco de reservas nada menos que Karl Marx. Ele substitui Wittgenstein e entra em campo com ganas de jogar, até que... até que pára e inicia o mesmo processo de auto-absorção do pensamento filosófico, como os demais.
Não mais que de repente, Arquimedes tem uma idéia e grita "EUREKA!", as mesmas palavras que gritou correndo, desnudo pelas ruas de Atenas, quando descobriu a relação do volume dos corpos, ao entrar em sua banheira e notar que, ao fazê-lo, o volume do seu corpo fazia com que a água transbordara, e pensar que seu volume poderia ser medido pela quantidade de água dispersa desde aquele recipiente.
A grande descoberta ("Heureka" é o grego para descobrimento) de Arquimedes foi, imaginem, chutar a bola e começar, em fim, a jogar. Com ele, os gregos começam a bater bola, enquanto os alemães ainda pensam. Sócrates para Platão, para Arquimedes, para Sócrates... e GOLLLL!
Os gregos vão à loucura junto com a torcida do estádio, enquanto Hegel argumenta com o árbitro que "a realidade é tão-somente um conjunto de éticas não-naturalistas a priori" e kant também contesta, dizendo que "o imperativo categórico sustenta que, ontologicamente, só existe a imaginação", enquanto Marx afirma que foi impedimento.
Me destroço de rir com esse trecho, igual quando eu passava pelo departamento de matemática da universidade e estavam lá, professores e estudantes, morrendo de rir com uma equação. Vai entender... mas eu entendo e é fantástica a construção que faz o Monty Python com esses conceitos, todos coerentes à medida do possível, profundos e decisivos, para no final arrematar com Karl Marx pedindo impedimento...
E, com isso, Confúcio apita final de jogo. A Grécia é campeã mundial e o locutor, depois de falar outra vez do fantástico gol de Sócrates, indefensável para Leibnitz, ainda ressalta que a Seleção grega bateu nas semi-finais a grande máquina que era a seleção inglesa, que vinha com Bentham, Locke e Hobbes.
Em outro post, darei melhores direções acerca dos conceitos filosóficos expostos nesse sketch, que é, em fim, o que eu tento alcançar: às vezes de maneira acessível, às vezes de maneira inacessível mesmo, relacionar filosofía e o resto do mundo.
Só me resta acrescentar que, para mim, humor inglês pede palmas renascentistas.
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03 abril, 2007
28 marzo, 2007
crónica visual para un amor pasado
18 marzo, 2007
declinaciones de las multitudes (part 1)
Las respuestas podrán venir al paso; o puede que yo sencillamente logre dormir.
(...)
En este punto de la pesquisa, lo que me parece más probable es que la episteme de los Derechos Humanos es, en una gran cantidad de casos, más deficitaria que su política, es decir, que una cadena de normas con aplicación en la moral, ejercida en el ámbito de la gama cultural de la post-modernidad, no debe retenerse en cuestiones formales, semánticas, siquiera ontológicas, sin que, antes de todo, esté legitimada por sus actores.
Eso implica dos momentos: Primero, el de que la búsqueda por fundamentación para el modelo de sociedad abierta y el multiculturalismo, arrastrado por la Historia desde la Ilustración, no ha, paradójicamente, logrado su luz, y no parece que la tolerancia sea, por defecto, el termómetro en las relaciones interculturales, aún que no esté en completo descrédito.
Por supuesto, refiérome a Putnam y al Pragmatismo, y creo en su teoría del abandono de la Ontología en cuestiones morales (el sentido de las cosas es plural y libérrimo en el foro de la moralidad); Pero ¿cual sería, de esa suerte, el enfoque a seguirnos? Bueno, el ser humano no reproduce aquello que no conoce siquiera en teoría, es decir, que no podemos cobrar de alguien ser tolerante con sus diferentes, por ejemplo, si esta no es una tradición cultural de la cual comparta, porque le faltará en entendimiento de dicha conducta. Es necesario que se conozca los fundamentos del multiculturalismo, y a través de dicho razonamiento generar una “creencia moral” que justifique los hechos.
(Articular creencias morales no quiere significar el empadronamiento del pensamiento, ni tampoco tiene que ver con las equivocadas teorías occidentalistas de la aclamada reconstrucción de los Derechos Humanos; Es, más bien, la nota unívoca en la que podrían las culturas reconocerse a ellas mismas y a las otras como ni buenas ni males, sino distintas pero equidistantes.)
El segundo momento sería el de verificar si una creencia moral epistemológicamente justificada y políticamente encadenada puede convertirse en una creencia moral compartida y incontrovertible, quiero decir, si los Derechos Humanos epistemológicamente justificados y formalmente consistentes pueden ser autoaplicables desde el punto de vista de un imaginario cultural cualquiera, y los porqués del rechazo. Hablamos de tradición: ¿habría una razón universal que se la puedan compartir todos los seres humanos?
06 febrero, 2007
I Ciclo de Cine EU Master
invitan a que
VEAMOS AL MUNDO DESDE LA OPTICA DEL CINE
México - 18h
LA LEY DE HERODES
COMENTA: EDGAR ESPINAL
21 de Febrero
Colombia - 18h
MARIA LLENA ERES DE GRACIA
COMENTA: PABLO MALDONADO
Por supuesto que se trata de interpretar. No existe ni existirá una ciencia exacta e incontrovertible sobre lo que una película dice y cómo lo dice, represente y cómo representa. Pero en vez de la arbitrariedad, del capricho o la ceguera, procuraremos en nuestro ciclo poner en común algunos elementos, de la mayor calidad y cantidad posible para, ni dejarnos engañar por las baratijas o falsas joyas, ni dejar de apreciar el inmenso valor de aquellas que valen más que el oro, a pesar de las leyes del mercado. Finalmente, proponemos un acto de amor al cine, en el cual, como en todos estos casos, hay que discernir, no razonar demasiado hasta enloquecer, entre qué nos conviene más para bien del espíritu y del cuerpo, si la mediocridad o la excelencia.








