Notebook | Del Inconveniente de Haber Nacido - Émile Cioran
"Desde que estoy en el mundo", ese desde me parece cargado de un significado tan espantoso, que se torna insoportable.
"Desde que estoy en el mundo", ese desde me parece cargado de un significado tan espantoso, que se torna insoportable.
por roberta, cette nuit @
03:42
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Etiquetas: download, literatura
Auque la idea de derecho como justicia es etimológica: Derecho, del latin jus, no debería ser confundido con el tecnicismo que denomina el orden jurídico, lex. Para los romanos, jus sería “la virtud del justo”. Derecho, Jus, por lo tanto, desde su acepción primordial, era sinónimo de Justicia. Hoy tenemos las dos cosas aisladas. De un significante hemos creado dos significados distintos. Así que, para nuestro sistema jurídico, puede haber derecho sin que haya justicia, y no solo se hace justicia por la vía legal.
The British The Guardian broadcasted yesterday a video of president Bush hugging a easter bunny and celebrating all the beauty of the holiday among dozens of happy little children, euphoric about searching easter eggs around the White House's gardens, in all of their americaness.
Meanwhile, The Truthdig (see the 'british x truth about america' falacy here?) announces the new round number of American soldier's deaths in Iraq by the past five years of war. They're men and women serving... a cause? Justice? The sovereign will of the world's population seeking for peace and dignity? Were they even serving their country? Well...
"Dick Cheney, who long ago told us that the insurgency was 'in the last throes, if you will,' was asked last week about polls showing that two-thirds of Americans don’t think the fight in Iraq is worth it. Cheney’s response: 'So?'"
"So what? The Easter Bunny loves me!" - might have said Bush to himself that day.
por roberta, cette nuit @
06:51
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Etiquetas: actualidades, politica
Hoy volvía a casa cuando aún no era hora de la gente salir de las suyas. Tenía puesto el ipod y todo sabía a Brasil, ya que media hora de silla de metro y de samba a toda voz no dejaba ser diferente. Mis manos, cuando las miré, de repente no parecían que fueran mías - me recuerdo de aquella época de la niñes en que se te permite jugar con tus manos de cualquier manera, ya que de ellas nadie esperaría ningún mal o indecencia, siquiera tu. Hoy ellas eran manos de una señora vieja, mis manos estaban cansadas. ¿O de pronto era mi mirada cansada que agotaba todo lo que veía?
Salgo del metro a la calle semi-dormida, pero de esa vez no es al Samba a que escucho, sino que a alguien que me dice cantando que todo está cierto, tan cierto como dos y dos son cinco. Nada más me faltaría, después de una buena dosis de subversión lógica a las diez de la mañana.
Estábamos a los siete grados, los termómetros y yo. Di la vuelta en el Café Barbieri y alcancé mi calle. Fue la mejor caminada que he hecho por ella nunca. El día no olía a nada (o olía al nada), llegué hacia mi puerta escuchando que todo al alrededor estaba desierto, y todo seguía cierto.
Creo que echaré de menos despistar los borrachos de la plaza, dar la vuelta al Café Barbieri, llegar a casa e intentar, en vano, mirar al cielo de Madrid desde mi ventana.
Pero nada es cierto. No sé que esquina me espera. Dos y dos son cinco.
How much longer can the world tolerate this situation?
Where will this trend lead the world to?
How long must the people of the world pay for the incorrect decisions of some rulers?
How much longer will the specter of insecurity -- raised from the stockpiles of weapons of mass destruction -- hunt the people of the world?
How much longer will the blood of the innocent men, women and children be spilled on the streets, and people's houses destroyed over their heads?
Are you pleased with the current condition of the world?
Do you think present policies can continue?
Perguntava Ahrmadinejad em sua carta a Bush.
por roberta, cette nuit @
05:03
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Etiquetas: actualidades, política
Arthur Clarke, o homem por trás de muitos delírios em gravidade zero do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, morreu ontem, no Sri Lanka, aos 90 anos.Clarke moved to Sri Lanka in 1956, lured by his interest in marine diving which he said was as close as he could get to the weightless feeling of space. "I'm perfectly operational underwater," he once said.
Aprendi a gostar de matemática porque li uma edição embolorada do Elementos, de Euclides, e porque vi um dos documentário de Clarke, Fractals: Colors of Infinity. Me apaixonei por geometria euclidiana, mas passei muito mais tempo na frente do computador, aprendendo a criar fractais num software em alemão, que me mandou, via mIRC (!), um amigo virtual que tinha em Hannover.
Depois, quando caí de amores pela filosofia, vi numa madrugada chuvosa na TV Escola (!) o último filme que vi apresentado pelo Arthur Clarke e que talvez, em seu tempo, tenha sido um dos motivos pelos quais vim a estudar o que estudo, chamado Is God a Number?, uma pergunta extremamente intrigante para uma menina de 17 anos que tinha acabado de entrar no curso de Direito e se havia desiludido dele na primeira semana.
Até hoje tento encontrar esses documentários, apesar de que pude ver online outra vez o primeiro deles na web do Gordon Fims, que produzia o que Clarke sonhava.
Infelizmente, hoje tudo isso está a disposição somente para compra, eu não uso mais o mIRC, não há TV Escola na Espanha e o Arthur Clarke morreu.
por roberta, cette nuit @
09:44
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Etiquetas: actualidades, filosofía
This is not exactly the main theme of this blog - as a matter of fact I can't find a single connection to this post, but hey, who knows, maybe I'll be writing something truly helpful, just for a change...
After reading all FAQ's about the publishing problems going on with windows movie maker on vista and after doing all those intricate stuff people suggest, I finally discover one that really works with me: I have a sony vaio with vista 32bits installed and every time I tried to publish on movie maker, even though I can finish the project perfectly, either I received a "wmm stops working and need to be restarted" message or the publishing process stopped at the "you don't have enough free space on you hard drive" kind of message afterwards.
Ok, here's the deal: Not even one of the solutions actually posted online would solve my problem, so I just created another user's account, which must NOT be a administrator one, imported the files I would need for the project, work normally on the project and... hooray! IT WORKED! I could save it at the hard drive and even send it to my email account. And the video file ran perfectly. I don't even know how I got that idea and much less what is the logic of all this, but it also worked in two other pc's I was invited to help with.
It's been two weeks now and I've made a hole bunch of movies, large ones, with soundtrack and those ones with all the effects as well, and everything is running just as heaven. Couldn't be more simple than that! Just remember: a new user account that ought to be a standard one and... that's it!
Well, I hope it helped. And in order to prevent any other OS stupidities, my last advice is: DO WHAT I DID AND SWITCH IT TO LINUX.
por roberta, cette nuit @
05:17
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Etiquetas: software libre
A justiça humana é trespassada em sua marcha pelos conceitos de Divino, moral, natural e positivo, e é sempre tarefa árdua o ato de julgar. Mas a Justiça social é um conceito mais próximo do cotidiano humano e, por isso mesmo, é uma idéia comum a todos os que compartilham uma mesma tradição – uma Justiça do cidadão que gere os comportamentos sociais. Por essa prerrogativa de todo cidadão em inferir aos atos e normas do Estado a concepção de justo ou injusto é que nasce o direito à resistência à opressão daquele poder, que constitui um mandamento secular e divino, da moral e da ética, clássico e atualíssimo, presente na plena maioria das ideologias culturais existentes. Desde o advento do Estado Moderno tem-se o direito à resistência juridicamente considerado, com tendências e contornos específicos, surgindo a nós como um fenômeno social de direito denominado Desobediência Civil, um levante popular à tirania e a iniqüidade de um governo injusto, uma forma de publicar dada lei como inválida, se esta não se reveste do espírito de justiça, para salvaguardar os princípios fundamentais de garantia, a nós constitucionalmente assegurados. O intérprete desse movimento é o povo, através de uma minoria esclarecida, a qual intenta a demonstração da injustiça, ilegalidade ou invalidade de lei ou ato normativo, tanto para os demais membros da sociedade quanto para o governo, para que haja, conforme o caso, a modificação, extinção ou criação de lei e opere-se a mais alta Justiça, baseada na liberdade dos homens em uma sociedade igualitária. É um movimento civil das minorias, não-violento, publicista e ideológico que, ao contrário de uma revolução para destituição do poder constituído, é em verdade a legitimação da democracia e o fortalecimento das bases do Estado de Direito, integrante do soberano poder popular. Não se confunde com a transgressão criminosa, pela quebra do contrato social, mas é justamente quando o Governo quebra este mesmo contrato que acontece o direito reverso de desobedecer às leis injustas que emana. A dialética jusfilosófica encerrará a sua plena consecução como instrumento de transformação social, considerando o contestador e o direito a desobedecer à lei injusta, desde o período clássico até os ritos contemporâneos da ciência política, contextualizando essas experiências ideológicas através dos conceitos de Justiça, que irão interpor a relação entre Direito e Religião, entre a doutrina natural e a positiva, além da visita aos modernos pensadores que tratam a deontologia da lei, o seu espírito. Restará legitimado pela sua própria natureza de levante popular sobre a política e o poder, como assim também o será legal, pela hermenêutica sobre os ditames constitucionais, fim precípuo das garantias fundamentais do homem.
Isso é um pouco do que virá no livro: "O Contestador e o Poder Constituído", que, esperançosamente, sairá em abril. Críticas, por favor.
por roberta, cette nuit @
18:48
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Etiquetas: derecho, desobediencia civil, filosofía
Hola, ¿como estás?
Quería invitarte a un café. En realidad, me gustaría invitarte a mi casa, pero, bajo las actuales circunstancias, no creo que sería de lo más aplacible.
Te echo de menos. Añoro hablar contigo. Sé que estás muy liado con tus grandes planes y tus muchas responsabilidades. Sé que de las mías no he tratado como era debido, sin embargo, cuando me pongo ante la única ventana de mi piso, desde donde sólo se puede ver una pared desesperadamente quebradiza, son caras como las tuyas las que veo estampadas en este vacío. Esas pequeñas personas en la humedad... eso es lo que me quita de unas ganas extrañas de que dejen de existir días y horas.
Estoy profundamente sola, pero no como cuando estás sola en tu cama o en tu ordenador, sino que me baña esa tremenda soledad de los que están acompañados sin que nadie se de cuenta de su presencia.
Me gustaría volver, pero no es todavía el momento.
Lo que me duele no me debería doler y lo que me deja feliz simplemente no me concierne. El aturdimiento del no poder ante los hechos es lo que me pertenece.
Nunca creí en el rescate, pero ahora, al acostarme, en mis insomnios, bajo algunas lagrimas indeseadas, antes del entorpecimiento y después del vino, se me escapa al control pensar que esa mierda se tiene que terminar algún día.
Sé que no me entenderás, sé que no tienes por qué hacerlo. No pasa nada, estás ahí y ya.
Me anido en el terciopelo de mi manta, escucho los primeros ruidos de una cotidianidad desavisada y hago de cuenta que todo lo malo es ensueño.
Cuidate mucho.
Besos.
Somos todos hipócritas, em vários graus. É aceitável pensar que essa é uma característica humana per se, e que em certo ponto nossas hipocrisias se anulam entre si, contextualmente, dentro da sociedade.
O sentido comum aceita um dado grau de alienação cínica, e talvez isso seja a delicada substância que faz uma sociedade de pessoas não terminar em uma guerra de paus e pedras, tudo retroalimentado pela mesma razão cínica que toma parte em todos os grandes erros humanos. O mundo é um moinho.
Eu desacato cânones e subverto moralidades para tentar justificar algo que só pode existir no legalmente desimportante mundo das idéias, mais inebriante que qualquer porre da vida real, e sei que o que faço é puramente procedimental. À parte isso, "tenho em mim todos os sonhos do mundo".
Em que hemisfério equacional, então, eu devo colocar-me? Sou o que ri quando quer chorar, ou simplesmente estou fora da razão?
Sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos, escreveu o Scott Adams no seu blog:
"There’s a lot to like about Obama as a candidate for President. The man has gifts; no doubt about it. But the thing that fascinates me most is how hard it is to label him.
He’s neither white nor black.
He’s neither old nor young.
He’s not a southerner or northerner because he grew up in Hawaii.
He’s not too left or too right.
He’s not too Christian, and even has a Muslim name.
He’s not an old school politician or a newcomer.
He’s not handsome in a standard way, yet he’s attractive.
He’s a man, but somehow projects a feminine vibe too."
por roberta, cette nuit @
21:32
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Etiquetas: actualidades, política
It has become a very credible operating system, even for typical PC users . . . though the whole concept is still alien and intimidating. Herewith is a list of Everything You Ought To Know Before Your First Linux Install:
1. Linux and its free software are a perfect choice for a "spare" computer, like the PC your kids use or the notebook that migrates throughout the house. For meat-and-potatoes Web browsing, e-mail, word processing, and media playing, spending $400 for legit copies of Windows and commercial apps can be overkill.
2. There's no "one" Linux. The Linux OS is a lot like English: It's all the same, technically, but the variants will prevent you from successfully ordering a submarine sandwich with fries and a Coke when you're 400 miles away from where you grew up.3. Even with one specific kind of Linux, there are several distributions. A "distro" is a specific combination of the OS and various packages of drivers, installers, utilities, and user apps that make installing and using it either as smooth as silk or a nightmare from which you fear you shall never awaken. Visit distrowatch.com for a field guide.
My personal favorite distro is Ubuntu Linux (ubuntu.com). It has a huge, active support forum (ubuntuforums.org).
4. Your distro will arrive in the form of a "Live CD," which you can either purchase online for the cost of two X-Men comics or download as a 500 megabyte disc image and then burn. Boot your PC from this disc, and presto, you're using Linux, complete with a full suite of useful apps such as the Firefox browser and the OpenOffice suite of productivity apps. If you like what you see, you can install Linux directly onto your hard drive. If you don't, just shut down and eject. Your PC will be left untouched.
5. It's not necessary to choose between Linux and Windows. Your installer can create a "dual boot" system that can run both. Either way, use your PC's built-in utility to burn a "recovery disc" so you can re-install Windows.
6. The biggest stumbling block you'll encounter with Linux is getting it to recognize all of your PC's hardware. I mean you might have no WiFi. And your gorgeous 1600x1200 screen is downgraded to 800x600 resolution.
Sure, I've had Linux installations go smoothly. But that only happens when the distro you've chosen is exceptionally right for your PC, and includes all of the drivers you'll need. Google for the make and model of your PC plus "Linux" and "distro," and you'll quickly find a good candidate.
7. Don't be frightened off by some of the mega-complicated solutions you'll find in the help forums. Locating and installing the extra drivers you need is a job for Linux's built-in package manager.
So with Ubuntu, for example, getting your display running at full resolution merely requires that from the menu bar, you click on System >Administration >Synaptic Package Manager. Then search for the name of your video card, and then click a button to download and install the right drivers. Even better, package managers help you locate virtually any free software you might ever need.
8. Just creating a bootable, useful system is 80 percent of the install, and will take only 5 percent of your time. The next 10 percent of the project will take up to 50 percent. Getting the final 5 percent of your hardware working (like your notebook's headphone jack) might not be worth the investment.
9. Your existing peripherals will probably work fine. There are drivers for most popular printers, and if your digital camera or music player appears on your PC as an external storage device, it'll work with Linux media managers.
10. Remember that the world is a good and happy place, and that Linux's many creators and supporters wish you no harm.
* retirado do muito bem escrito artigo do The Sun-Times.
** for that matter, eu recomendo, além do Ubunto, o Conectiva como uma boa distribuição "reconhecimento de campo".
*** if you wanna go national, eu realmente adoro o Kurumin, que é lindinho, facinho e todo plug-and-playzinho.
por roberta, cette nuit @
23:55
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Etiquetas: software libre
Falando em Cuba (post passado), olha a animação que o Leftchannel fez para o RLD2 e a inspiração latina sobre a música "1976":
por roberta, cette nuit @
03:50
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Etiquetas: actualidades, historia, musica
Ontem me chamaram de radical. Um amigo de um amigo meu.
Isso me fez parar um segundo e pensar nos meus desejos imediatos, que eram, por ordem de "imediatez", que chegasse a cerveja preta que eu havia pedido, voltar pra casa e terminar de ler um livro para a minha tese, terminar a minha tese e ir a Cuba.
Quero ir a Cuba (e já fui muitas vezes, de muitas maneiras, só não ainda fisicamente) desde sempre, queria viver uns tempos lá, passar bem bem e bem mal, namorar uns quantos cubanos e aprender a usar lenço na cabeça daquela maneira que usam as cubanas e que não as fazem parecer deprimentes, como lenços na cabeça geralmente fazem. Tudo isso antes que se anuncie a morte de Fidel e todo mundo lá comece a falar inglês.
Um professor e amigo meu viveu em Cuba, exilado pelo regime franquista, e conheceu o Comandante em pessoa. Eu tinha a ilusão de ir, na qualidade de mestranda, que estuda história das revoluções sociais e direitos humanos, aluna de alguém que já fumou purros com Fidel e pedir uma audiência com ele, tirar uma foto e dizer que ele é o cara.
Agora só na outra vida, mas conhecer La Habana ainda é possível, se eu tratar de correr.
Eu queria ter dito tudo isso ao cidadão que me acusou de radical. Assim ele poderia me chamar de radical com mais propriedade, mas como eu sou radical, não posso argumentar, afinal, ambos conceitos não se combinam.
Às vezes, até dar motivos às presunções alheias é difícil.
por roberta, cette nuit @
17:57
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Etiquetas: actualidades, historia, nonsense
Desde 1492 até 1990, estima-se que houve no mundo cerca de 36 genocídios, os quais tomaram a vida de alguns milhões de pessoas. Mais da metade desses atentados à humanidade tiveram lugar no século XX (Ruanda, Cambodja...), e sozinhas as duas Grandes Guerras mataram em torno de 55 milhões de pessoas.
Após 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, urgia a criação de leis que tutelassem tais crimes mais efetivamente do que já se havia escrito, dito e pensado ao longo da história política pós-revolução francesa. Dessa forma, a Declaração de Direitos Humanos da ONU, de 1948, invocou para si a tarefa de universalizar conceitos como vida, liberdade e dignidade humana, enunciando assim a nova era de proteção aos povos do mundo.
Entretanto, se Richard Rorty estava certo ao intitular o ser humano como um ser contingente, que muito longe de ser absoluto e transcendente, é fruto da pluralidade de experiências, crenças e valores adquiridos por determinada tradição cultural que evolui e/ou degenera ao longo de causalidades incontroláveis, uma série de direitos baseados em dado período histórico onde o comportamento humano se dava de tal maneira não pode funcionar como um ponto fixo de racionalidade apta a lograr em todas as esferas sociais, a qualquer tempo, universalmente.
Aliás, universalidade é algo tão ingênuo quanto perigoso. O que nos define a todos como "iguais" é exatamente a precariedade da existência humana e, portanto, a impossibilidade do "igual" em nós. Em certa medida, é essa a lógica que leva Nietzsche a proclamar a democracia como a maior degradação do individualismo do homem, porque trata de sustentar que somos todos iguais e destituir os cidadãos do direito à sua "personalidade" única e própria.
Apartando um pouco os radicalismos (o desapreço de Nietzsche pelas massas tem muita influência sobre suas deliberaçoes acerca do tema), muito embora os cientistas jurídicos, assim como os políticos, tendam a desconsiderar as discussões analítico-filosóficas sobre Direitos Humanos, é muito fácil encontrar pontos onde eles, até hoje, falham ou simplesmente não conseguem chegar, por aferrar-se ao corolário da universalidade e não no que se pode chamar diferencialidade, à medida em que, se prestamos bem atenção, toda luta humana se rege pelo desejo de querer ser único e distinto, ou de manter a sua identidade cultural quando os demais tentam converter-lhes em seus iguais.
Só é preciso ler nos jornais, entender o que é a televisão, ou simplesmente atentar ao que fazemos no nosso próprio dia-a-dia. Eu quero ser igual a todos ou desejo mesmo é mostrar ao mundo que sou diferente?
por roberta, cette nuit @
18:39
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Etiquetas: actualidades, filosofía
Esta noche, debatir es compartir.
"Il y a toujours quelque chose absent qui me tourmente..."
Roberta Gonçalves, 2007 - We copyleft it!