19 julio, 2008

Oddness


Consider this example: Intelligent beings from outer space land on Earth, beings without the slightest concern for human life and happiness. That a certain course of action on their part might injure one of us means nothing to them; that fact by itself gives them no reason to avoid the action. In such case it would be odd to say that nevertheless the beings ought to avoid injuring us or that it would be wrong for them to attack us. Of course we will want to resist them if they do such things and we will make negative judgments about them; but we will judge that they are dreadful enemies to be repelled and even destroyed, not that they should not act as they do.

17 julio, 2008

SINTOMAS

p. leminski



- DOUTOR, ESTOU SENTINDO UMA RIMA TERRÍVEL.
- Onde é que dói?
- Às vezes, é bem aqui no peito. Às vezes, é uma pontada, aqui na cabeça.
- O que é que o senhor faz, quando dói muito?
- Quando eu não agüento mais, eu faço um poema.
- Um o quê?
- Um poema. É um espécie de mancha que dá bem no meio da página. Tem umas apavorantes. Mas também tem manchas lindas.
- E desde quando lhe acontecem esses poemas?
- Desde sempre. Desde quando, antes do ventre da minha mãe, eu fui pensado em alguma galáxia distante, por um planeta boiando na luz de um sol azul-amarelo-vermelho-verde-prata...
- Deixe-me ver sua língua.
- O senhor não leve a mal, mas é uma língua apenas portuguesa. Pouca gente no mundo já viu uma língua como essa.
- É, está feia sua língua. Mas não se incomode, que língua portuguesa ninguém presta atenção.
- Não é só a língua, doutor. Às vezes, tenho visões.
- Visões?
- É, vejo círculos, quadrados, triângulos inscritos em hexágonos, e linhas, linhas, linhas...
- O senhor conhece matemática?
- Só de nome.
- É, é mais grave do que eu pensava.
- Vou morrer?
- Um dia vai. Mas antes vais ser pior. O senhor pode ficar famoso.
- Pra sempre?
- Não, quando é para sempre a gente chama glória. A fama passa.
- Ainda bem.
- Mas incomoda muito. Não tem horas em que o senhor sente que tem um estádio inteiro lhe aplaudindo de pé?
- Onde, doutor?
- Dentro da sua cabeça, é claro. Onde mais?
- Que alívio o senhor me contar isso. Pensei que estava ficando louco.
- Quem sabe? Quem sabe o que é loucura?
- Vá saber.
- Deixa eu completar os exames. Tem sentido muitos sintomas de concretismo gástrico ultimamente?
- Só quando eu vejo uma folha de letraset.
- Perfeito. Tem sentido algum soneto?
- Só de manhã, quando eu vou dormir de estômago vazio.
- Impulsos marginais?
- Depois que fui editado pela Brasiliense, meus sintomas marginais desapareceram. Deviam ser conseqüência do abuso da solidão e do provincialismo paroquial.
- Nada de pornô, espero.
- Um filho-da-puta aqui. Um caralho ali. Porra. Cabaço. Gozar. Só essas coisinhas corriqueiras, que vovó não deixava dizer, mas estão no Aurélio.
- Entendo. Não admira que o senhor tenha tido tantos poemas recentemente. Mas vou receitar uma dieta que vai lhe deixar tão bom quanto qualquer subgerente de vendas.
- Antes disso, será que o senhor não me deixava cantar alguma coisa?
- Cantar? Mas eu não tenho nada aqui para o senhor cantar.
- Pode deixar que eu trouxe umas canções comigo.
- Cuidado. Cantar demais faz mal.
- Não se preocupe, doutor. Eu só vou cantar um pouquinho.
- Está bem. Pode começar.
- Desafinar um pouquinho, não ligue. É assim mesmo:

"Se houver céu depois da terra
e nessa estrela
a eterna primavera
pudera, tomara, que a vida quisera
que a gente se encontrara.
Proutra vida fica,
nosso amor mais louco,
fica tudo muito mais bonito,
fica a dita que faltou pro pouco,
se houver céu...
Se houver céu,
como nessa vida não há,
a gente se achou, bichinha
a gente se encontrará,
a gente se encontrará..."

- Letra e música suas?
- Letra e música.
- I see. Deixa-me ver. O senhor tem algum vício?
- Eu amo uma mulher chamada Alice.
- Há muito tempo?
- A vida toda.
- O senhor é o caso mais grave de poesia que eu já vi até agora. Preciso consultar uns colegas.
- O que é que eu faço, doutor?
- Tome duas estrofes e me telefone amanhã cedo, sem falta.

Sabor a Mi


Santico apareció riéndose y se le acercó. Cuando ella lo vio comenzó a reírse también y se quitó la ropa. (...) Los dos estaban en el medio del monte. A la sombra de un árbol de jagüey. Un árbol grandísimo y viejo. Santico se desnudó y se puso un collar de cuentas negras y verdes y le puso otro a ella en el cuello. Su falo era un vergajo de campana, duro y grande. Santico está alegre, pero insatisfecho, como siempre. Nunca podrá descansar, ni de día ni de noche. Cerca de ellos, detrás de unos arbustos, los observa el orisha de los caminos y las maldades, el que vigila siempre con sus ojos de caracol. Es amigo de Oggún.(...) Valiente, borracho, turbulento. Derrama sangre a chorros. Ha hecho mucho daño. Desconfiado, teme que se la cobren. Siempre da el frente y se cuida la espalda. Teme y es temido. Vive furioso. Nunca ha sido feliz. Perpetuo y magnifico jefe de guerreros. Cuando toca a Danais, ella siente su mano dura y fría, como un sello metálico de muerte. Huele a acero enfurecido. Dueño de los metales y de la fragua, hierro y fuego. La penetra sin contemplaciones ni caricias previas. Ella, nerviosa, enamorada como una doncella, se entrega y disfruta. Apenas de tocarla con la punta de la verga ya tiene el primer orgasmo. Y después muchos más. Se revuelcan sobre la tierra y la hierba húmeda. Oggún necesita los jugos de esa doncella hermosa, inocente, que se entrega por amor. Ella convulsiona. (...) suspira y muerde y grita. La muerte la abraza y todo termina. resopla y suspira, desfigurada, atravesada por un viento que se levanta de repente en aquel monte copioso. Santico, con la verga aun enhiesta, la deja, acostada en la tierra, y la abofetea. Entonces se va, entre las ceibas, los arboles de jocuma y camagua. Un perro, un gallo y una paloma corren y vuelan detrás de él, alborotando y metiendo ruido. La deja seducida y abandonada, llorando, sufriendo sin consuelo, sola en el medio de aquel monte poderoso, con un ciclón que la envuelve y la arrastra, viento, lluvia, truenos, relámpagos. Ella no entiende qué sucede. Nunca lo sabrá.

***

En mi mente resonaban pedazos de aquel bolero, y se los canté muy bajo, casi al oído:

Tanto tiempo disfrutamos de este amor
nuestras almas se acercaron tanto así
que yo guardo tu sabor
pero tú llevas también
sabor a mi.

Si negaras mi presencia en tu vivir
bastaría con abrazarte y conversar
tanta vida yo te di
que por fuerza tienes ya
sabor a mi.

Desnudos sobre la cama, sudando, yo encima de ella. Me recuperaba de un orgasmo salvaje. No sé de dónde saqué tanta leche. La acaricié y la besé con mucha ternura y le canté bajito:

Pasarán más de mil años, muchos más
yo no sé si tenga amor la eternidad
pero allá, tal como aquí
el la boca llevarás
sabor a mi.



(Extracto de la Trilogía Sucia de La Habana, de Pedro Juan Gutiérrez)


15 julio, 2008

Berimbau



Camille, ex Nouvelle Vague, reinventando a ela e à música popular brasileira.




14 julio, 2008

La Historia del Imperio Americano en versión animada

Pasaje en estilo cartoon del ensayo ¨Empire or Humanity? What the Classroom Didn't Teach me about the American Empire", de Howard Zinn.


(via)


No hay guerra buena, no hay belicista bueno, no hay el buen imperio. Es una contradicción conceptual, para no decir una hipocresía malintencionada.

12 julio, 2008

Más de una respuesta correcta

Lo primero que quiero destacar es que el relativismo moral es una teoría empírica. La noción de “lo que es moral” emerge de la misma manera que las nociones de lo que es legal o cortés, son hechos objetivos aportados por ciertos comportamientos sociales que definen lo que está en conformidad y lo que choca con estas formas de actuar, con el fin de establecer convenciones. Una vez que existen varios comportamientos sociales, los varios hechos objetivos producen convenciones diversas y, por lo tanto, múltiples moralidades.




(imágenes de google.com)


Verdades morales son hechos objetivos porque son objetivamente aprehendidas por los sujetos. Estos hechos son presentados a los sujetos por medio de la cultura en la que viven y adquieren su objetividad porque son el resultado del consenso previamente establecido por esta cultura a que pertenecen. Eso es por lo que la aprehensión de una verdad moral cambia cultura a cultura, lo que explica la lógica central del relativismo moral, y es también lo que explica por qué es inútil imponer una normatividad universal a los juicios morales fuera de la cultura en la que estos objetivamente hacen sentido.

11 julio, 2008

mi CAOS


















Dona Rosinha, 73, prostituta.




Eu realmente não vejo quê há de errado na prostituição; ela tem sua função social, da mesma maneira que médicos, garis e a internet. Tudo tem seu lado bom e seu lado mau. O que me deprime é ver alguem trabalhar em algo que não gosta por toda uma vida e ter que continuar miserável até a velhice.

Eu trabalhava como advogada, ganhava bem e pagava prestações de um carro. Fazia compras no shopping e ia no restaurante japonês toda sexta à noite. Eu era miserável. As contingências da vida me fizeram o suficientemente estúpida e afortunada de largar tudo e sair pelo mundo buscando o que realmente me fazia feliz. Eu tive sorte, a maioria das pessoas não conseguem abrir mão de uma estabilidade, e a maior parte ainda não pode se dar ao luxo de largar o pouco que têm, nem de ir ao shopping e comer no barzinho da moda.

O que me deprime é o muito que nos ensoberbecemos com valores que nem são nossos e apelamos aos argumentos vis e facílimos que nos permitem olhar uma dona Rosinha com pena e até tristeza, mas sempre de cima, os muito hipócritas que somos, sem pensar que pessoas que recorrem à prostituição são tão boas quanto nós, qualquer outro ser humano, mas que a miséria da vida as levou a trabalhar em algo que, além de insatisfatório, é ainda violador. Não é somente a consciência de uma inadequação, é a invasão consentida do próprio corpo na tentativa de sobreviver.

Creio que se vender, por qualquer que seja a via, é degradante e absurdo demais para ser considerado comum e corrente. Eu hoje tenho a felicidade de poder dizer que não me vendi para a advocacia (uma "sanguesuguês" muito pior que a prostituição, mas igualmente exploradora do mais fraco, o pobre demandante por justiça, a puta na volta da praça), ainda que vender em si tenha seu lado não pejorativo: eu sou professora, vendo conhecimento, sou feliz por isso, agradeço todo dia por me quererem comprar.

O que não pode ser via de regra é achar que quem não teve oportunidade de viver do que gosta seja apontado e julgado por viver do que pode. Vender o íntimo do seu corpo é muito mais duro do que vender oito horas do seu dia carimbando folhas ou colhendo maçãs. Cada um deveria ter o direito de viver de algo que aprecie. O que me entorpece é achar que quem não teve como escolher é culpado por isso.

Há pessoas mais capazes que outras para coisas específicas. Nem todo mundo vai achar a cura do câncer e nem todo mundo vai cozinhar tão bem como outros. Capacidades só são reveladas se experimentadas, todos deveriam ter direito a isso; e se, no final, você descobre que a grande paixão da sua vida é ser puta ou advogada, meus parabéns! A maioria esmagadora de nós não tem a oportunidade de buscar pelo que realmente lhe completa, e as pessoas que têm quase nunca encontram.

09 julio, 2008

All about this minute

Coca-cola light ainda é melhor que qualquer outra, incluindo a zero, só que minha existência maior-de-meio-século já não suporta, e troquei para a light descafeinada, senão Morfeu fica com ciúme.

Fisherman's Friend. Me disseram que essas pastilhas amargas, horríveis e viciantes foram originalmente criadas para combater o mau hálito dos marinheiros que passavam meses em alto-mar, comendo sardinha e tomando rum. Eu não saberia dizer se isso é verdade, o único é que hoje em dia ter um dentista a bordo custa menos que o contingente mensal dessas pastilhas.

Um mosquito em uma sala com duas mil pessoas bem suculentas e desprevenidas, sempre irá escolher a minha perna pra almoço.

Achei uma bolsa velha, dentro de outra bolsa velha. Havia três camisinhas dentro. De repente, aquela sensação de "acabo de perder 1 ano da minha vida" se me apoderou. Por que raios a bolsa das férias do ano passado sobrou com três camisinhas e um monte de amostras grátis de hidratante "peônia e pêra"? O que é que eu tava fazendo então, escrevendo uma dissertação de mestrado?

Depois de horas tentando fazer funcionar o windows movie maker (das grandes cagadas da humanidade), levei o último minuto para descobrir que minha câmera edita os filmes diretamente, sem usar do notebook (sem as mãos e de olhos fechados!). Claro, eu só descobri isso quando essa informação se tornou absolutamente desnecessária.

Resolvi comer bolacha cream cracker com molho agridoce chinês. Gelado, do domingo passado. Larica pré-menstrual, deve ser. O molho agridoce, depois de uns dias na geladeira, vira gelatina agridoce.

L'elisir d'Amore é uma ópera que muito bem poderia ter sido escrita por Manoel Carlos. Entretanto, o último minuto não teria sido o mesmo se eu não estivesse ouvindo Una Furtiva Lagrima. Gracias, Caruso.

06 julio, 2008

cettenuit.blogspot.com by wordle.net

02 julio, 2008

United Colors of Lavapies


















eu vivo o múltiple na pracinha do fim da rua.

27 junio, 2008

Das poucas coisas que me fazem chorar



Turandot, Pucchini - Lucciano Pavarotti
Atto III - Quadro primo

PEOPLE
No man shall sleep! No man shall sleep!

CALAF
No man shall sleep! No man shall sleep!
You too, o Princess,
in your chaste room
are watching the stars which
tremble with love and hope!
But my secret lies hidden within me,
no one shall discover my name!
Oh no, I will reveal it only on your lips,
when daylight shines forth
and my kiss shall break
the silence which makes you mine!

WOMEN
off stage; distant
Nobody will discover his name ...
And we shall have to die, alas! Die!

CALAF
Depart, oh night! Hasten your setting, you stars!
Set, you stars! At dawn I shall win!
I shall win! I shall win

(via)

21 junio, 2008

Glenn Gould interpreta Bach



En este documental, Glenn Gould volvía a todos locos porque querían quitar de la grabación el sonido de su constante canturrear mientras tocaba el piano. Es que su madre le dijo, cuando era niño, que si quería tocar una canción, tenía que cantarla, pues esa era la mejor manera de lograr aprendersela. Él siguió haciéndolo toda la vida.

18 junio, 2008

Eu sei que vou te amar y quiero que me perdonen los muertos de mi felicidad, Dindi.

Minhas tardes são sobre silêncio e páginas em branco - que, se Deus quere, vão se recheando ao longo das horas.

Vez ou outra, eu escuto, desde algum lugar da minha rua, músicas que algum vizinho escuta, em tom de eco, sempre na mesma altura, sempre o mesmo vento que traz; imagino que ele/a coloca a vitrola na varandinha da sala do seu apartamento, acende um cigarro e fica olhando o céu - ao menos sei que era isso que eu faria se minha casa tivesse uma varandinha e dela eu conseguisse olhar o céu. Sei que é uma vitrola porque às vezes eu escuto o ruído inconfundível da agulha no vinil quando se muda de faixa.

Semana passada, escutei "pequeña serenata diurna" num vento leste de verão, quente e imprudente, como quem busca uma saia pra levantar. Eu estava especialmente desiludida, na companhia de um hiato criativo insistente, mas foi uma grande tarde aquela: não falei com ninguém, desliguei o computador e fui escrever no papel (alguém lembra dele?) algumas notas sobre dois ou três assuntos, e de repente havia escrito três páginas inteiras sobre la gramatica de las multitudes. Não vai entrar na tese, mas vai entrar em alguma coisa, algum dia.

Hoje, 34 graus, dois litros de coca light e um banho de 40 minutos, ainda nenhuma palavra na página em branco. Pensei em me drogar com um livro de poesia do leminski, que já viajou continentes na minha mochila, já se molhou, já se enlameou, já serviu de travesseiro, já foi amado e odiado e sempre me serve quando nenhum ser humano.

Foi aí que escutei o violão bossa nova, só os seus baixos, vindo das paredes desde algum lugar direto pra minha cabeça. Tum tum, tum tum - me senti em casa - , olhei ao redor, procurando alguma coisa minha ligada... o ipod ligou só? Mestrado gera traumas? Meu vizinho conhece música brasileira e estava escutando "Eu Sei Que Vou Te Amar", do disco do Vinicius, Toquinho e Maria Creuza na Itália, onde ele recita o "Soneto de Fidelidade" enquanto ela cantarola...

Depois ele colocou o Tom cantando "Dindi" com o Frank Sinatra.

Entre o êxtase e o não-mover-um-dedo-pra-não-assustar-a-música-boa, decidi vir escrever sobre isso, aí ele/a colocou "Bem Devagar", numa versão velhíssima do Gilberto Gil. Melhor deixar de escrever baboseiras que ninguém vai ler e curtir o momento que não voltará.

17 junio, 2008

Firefox Download Day

Hoje é dia de baixar o novo Firefox 3 em todo o seu esplendor.





... e viva o conhecimento livre!

Firefox

16 junio, 2008

somewhere, sunshine



Norah Jones | Somewhere over the rainbow

11 junio, 2008

O primeiro meme a gente nunca esquece

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
(via)



Meu resultado:





Eu sou a rainha do paint.

Tautología

http://www.paradoxportal.com.ar/paginas/enciclopedia-tautologia.html

Figura de dicción que usa distintas palabras para decir lo mismo. Por ejemplo: "Reincidir por segunda vez". Es la repetición de una misma idea o pensamiento expresado de distintas maneras. Suele tomarse en mal sentido por redundancia innecesaria, inútil y viciosa.
Es interesante observar que desde el punto de vista de la lógica se considere a la tautología (que repite) como un razonamiento verdadero, simplemente porque no se contradice (al ser una repetición no puede contradecirse). Las llamadas ciencias formales (como la matemática o la lógica) son tautológicas ya que tratan de explicar lo que ya está contenido implícitamente en los axiomas de los que parten.
Ahora bien, desde el lenguaje la tautología es considerada un error de estilo, ya que nadie podría aceptar que esté bien dicho: "Yo mismo en persona".

Sin embargo, diversos investigadores han encontrado en la repetición una fuente paradojal de cambio como bien lo expresa Edgar Morin:

"Así la formidable organización viva comporta gastos, trabajos, refinamientos inauditos abocados únicamente a mantener su mantenimiento, es decir, a esta tautológica finalidad de permanencia: sobrevivir".
"Dicho de otro modo, la finalidad de la vida sólo puede expresarse en la aparente tautología vivir para vivir".

Conservando la estructura de repetición, Morin observa la tautología de un modo inverso, usa las mismas palabras para decir algo distinto.
De manera que podemos enriquecer nuestra definición de tautología desarrollando un quiasmo paradójico interesante:

Tautología es: usar distintas palabras para decir lo mismo, o usar las mismas palabras para decir algo distinto.

05 junio, 2008

Blue Velvet

Dias atrás, sonhei que estava na Dinamarca, tomando café com David Lynch.





Eu saía da estação de trem de Copenhagen, cruzava a rua cruzada pelos trilhos dos bondes e pelos fios elétricos - linhas urbanas sob meus pés e em cima da minha cabeça. Parava na vitrine de um café, dessas com os nomes escritos em letras arredondadas sobre o vidro, de onde se vê algo de dentro e algo de fora, refletido. Ele estava lá, com essa mesmíssima cara (a usual de toda a vida), olhando pra mim.

Entrei, sentei, meu café já estava na mesa. Ficamos nos olhando todo o sonho, e havia muita, mas muita fumaça. Não houve nada mais, não toquei o café, não abri a boca, me senti meio sem fôlego, levantei e saí. Ouvi todo o tempo o ruído de louças se debatendo, uma música de rádio qualquer ao fundo mas nenhuma palavra, nenhum murmuro.

Acordei, me virei na cama - pés e ponta do nariz gelados -, procurei o cobertor, desisti dele, levantei, fui atrás de cafeína, dei o primeiro gole na casa em silêncio. Sensação estranha. Liguei os Pixies no último volume e fui tomar banho.

(...)

Nessas horas, me arrependo de ter menosprezado a psicologia e não ter ninguém que me explique o que esse puto sonho quis dizer.

02 junio, 2008

Relativism



“The way things appear to me, in that way they exist for me and the way things appear to you, in that way they exist for you."


Protagoras, quoted by Plato.

 

Roberta Gonçalves, 2007 - We copyleft it!