02 julio, 2008

United Colors of Lavapies


















eu vivo o múltiple na pracinha do fim da rua.

27 junio, 2008

Das poucas coisas que me fazem chorar



Turandot, Pucchini - Lucciano Pavarotti
Atto III - Quadro primo

PEOPLE
No man shall sleep! No man shall sleep!

CALAF
No man shall sleep! No man shall sleep!
You too, o Princess,
in your chaste room
are watching the stars which
tremble with love and hope!
But my secret lies hidden within me,
no one shall discover my name!
Oh no, I will reveal it only on your lips,
when daylight shines forth
and my kiss shall break
the silence which makes you mine!

WOMEN
off stage; distant
Nobody will discover his name ...
And we shall have to die, alas! Die!

CALAF
Depart, oh night! Hasten your setting, you stars!
Set, you stars! At dawn I shall win!
I shall win! I shall win

(via)

21 junio, 2008

Glenn Gould interpreta Bach



En este documental, Glenn Gould volvía a todos locos porque querían quitar de la grabación el sonido de su constante canturrear mientras tocaba el piano. Es que su madre le dijo, cuando era niño, que si quería tocar una canción, tenía que cantarla, pues esa era la mejor manera de lograr aprendersela. Él siguió haciéndolo toda la vida.

18 junio, 2008

Eu sei que vou te amar y quiero que me perdonen los muertos de mi felicidad, Dindi.

Minhas tardes são sobre silêncio e páginas em branco - que, se Deus quere, vão se recheando ao longo das horas.

Vez ou outra, eu escuto, desde algum lugar da minha rua, músicas que algum vizinho escuta, em tom de eco, sempre na mesma altura, sempre o mesmo vento que traz; imagino que ele/a coloca a vitrola na varandinha da sala do seu apartamento, acende um cigarro e fica olhando o céu - ao menos sei que era isso que eu faria se minha casa tivesse uma varandinha e dela eu conseguisse olhar o céu. Sei que é uma vitrola porque às vezes eu escuto o ruído inconfundível da agulha no vinil quando se muda de faixa.

Semana passada, escutei "pequeña serenata diurna" num vento leste de verão, quente e imprudente, como quem busca uma saia pra levantar. Eu estava especialmente desiludida, na companhia de um hiato criativo insistente, mas foi uma grande tarde aquela: não falei com ninguém, desliguei o computador e fui escrever no papel (alguém lembra dele?) algumas notas sobre dois ou três assuntos, e de repente havia escrito três páginas inteiras sobre la gramatica de las multitudes. Não vai entrar na tese, mas vai entrar em alguma coisa, algum dia.

Hoje, 34 graus, dois litros de coca light e um banho de 40 minutos, ainda nenhuma palavra na página em branco. Pensei em me drogar com um livro de poesia do leminski, que já viajou continentes na minha mochila, já se molhou, já se enlameou, já serviu de travesseiro, já foi amado e odiado e sempre me serve quando nenhum ser humano.

Foi aí que escutei o violão bossa nova, só os seus baixos, vindo das paredes desde algum lugar direto pra minha cabeça. Tum tum, tum tum - me senti em casa - , olhei ao redor, procurando alguma coisa minha ligada... o ipod ligou só? Mestrado gera traumas? Meu vizinho conhece música brasileira e estava escutando "Eu Sei Que Vou Te Amar", do disco do Vinicius, Toquinho e Maria Creuza na Itália, onde ele recita o "Soneto de Fidelidade" enquanto ela cantarola...

Depois ele colocou o Tom cantando "Dindi" com o Frank Sinatra.

Entre o êxtase e o não-mover-um-dedo-pra-não-assustar-a-música-boa, decidi vir escrever sobre isso, aí ele/a colocou "Bem Devagar", numa versão velhíssima do Gilberto Gil. Melhor deixar de escrever baboseiras que ninguém vai ler e curtir o momento que não voltará.

17 junio, 2008

Firefox Download Day

Hoje é dia de baixar o novo Firefox 3 em todo o seu esplendor.





... e viva o conhecimento livre!

Firefox

16 junio, 2008

somewhere, sunshine



Norah Jones | Somewhere over the rainbow

11 junio, 2008

O primeiro meme a gente nunca esquece

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
(via)



Meu resultado:





Eu sou a rainha do paint.

Tautología

http://www.paradoxportal.com.ar/paginas/enciclopedia-tautologia.html

Figura de dicción que usa distintas palabras para decir lo mismo. Por ejemplo: "Reincidir por segunda vez". Es la repetición de una misma idea o pensamiento expresado de distintas maneras. Suele tomarse en mal sentido por redundancia innecesaria, inútil y viciosa.
Es interesante observar que desde el punto de vista de la lógica se considere a la tautología (que repite) como un razonamiento verdadero, simplemente porque no se contradice (al ser una repetición no puede contradecirse). Las llamadas ciencias formales (como la matemática o la lógica) son tautológicas ya que tratan de explicar lo que ya está contenido implícitamente en los axiomas de los que parten.
Ahora bien, desde el lenguaje la tautología es considerada un error de estilo, ya que nadie podría aceptar que esté bien dicho: "Yo mismo en persona".

Sin embargo, diversos investigadores han encontrado en la repetición una fuente paradojal de cambio como bien lo expresa Edgar Morin:

"Así la formidable organización viva comporta gastos, trabajos, refinamientos inauditos abocados únicamente a mantener su mantenimiento, es decir, a esta tautológica finalidad de permanencia: sobrevivir".
"Dicho de otro modo, la finalidad de la vida sólo puede expresarse en la aparente tautología vivir para vivir".

Conservando la estructura de repetición, Morin observa la tautología de un modo inverso, usa las mismas palabras para decir algo distinto.
De manera que podemos enriquecer nuestra definición de tautología desarrollando un quiasmo paradójico interesante:

Tautología es: usar distintas palabras para decir lo mismo, o usar las mismas palabras para decir algo distinto.

05 junio, 2008

Blue Velvet

Dias atrás, sonhei que estava na Dinamarca, tomando café com David Lynch.





Eu saía da estação de trem de Copenhagen, cruzava a rua cruzada pelos trilhos dos bondes e pelos fios elétricos - linhas urbanas sob meus pés e em cima da minha cabeça. Parava na vitrine de um café, dessas com os nomes escritos em letras arredondadas sobre o vidro, de onde se vê algo de dentro e algo de fora, refletido. Ele estava lá, com essa mesmíssima cara (a usual de toda a vida), olhando pra mim.

Entrei, sentei, meu café já estava na mesa. Ficamos nos olhando todo o sonho, e havia muita, mas muita fumaça. Não houve nada mais, não toquei o café, não abri a boca, me senti meio sem fôlego, levantei e saí. Ouvi todo o tempo o ruído de louças se debatendo, uma música de rádio qualquer ao fundo mas nenhuma palavra, nenhum murmuro.

Acordei, me virei na cama - pés e ponta do nariz gelados -, procurei o cobertor, desisti dele, levantei, fui atrás de cafeína, dei o primeiro gole na casa em silêncio. Sensação estranha. Liguei os Pixies no último volume e fui tomar banho.

(...)

Nessas horas, me arrependo de ter menosprezado a psicologia e não ter ninguém que me explique o que esse puto sonho quis dizer.

02 junio, 2008

Relativism



“The way things appear to me, in that way they exist for me and the way things appear to you, in that way they exist for you."


Protagoras, quoted by Plato.

23 mayo, 2008

Caja de Musica | O Maior Castigo (Noel Rosa) - Araci de Almeida



ni machismo, ni feminismo: samba.

22 mayo, 2008

Las uvas tienen banda sonora

No hay nada como la compañía una bella copa de vino mientras trabajas en lo que te gusta. Y me gusta enrojecer una noche lluviosa con palabras y vino.

Ahora me doy cuenta que la elección de la música no debe ser aleatoria (o respetar la aleatoriedad de tus inclinaciones momentáneas), sino que las uvas tienen banda sonora. Al menos es lo que dice la pesquisa de Montes Wines respecto a la alteración de la percepción del sabor del vino por la clase de música que escuchas al degustarlo.

De ahí, que todo un menú musical de degustación de varias clases de vino fue elaborado:

Carbernet Sauvignon

All Along the Watchover - Jimmi Hendrix
Honk Tonk Woman - The Rolling Stones
Live and Let Die - Paul McCartney y Wings
Won't Get Fooled Again - The Who

Chardonnay

Atomic - Blondie
Rock DJ - Robbie Williams
What Love Got to Do Whit It - Tinna Tunner
Spinning Arround - Kylie Minogue

Syrah

Nessun Dorma - Puccini
Orinoco Flow - Enya
Charlots on Fire - Vangelis
Canon - Johann Pachelbel

Merlot

Sitting on The Dock of the Bay - Otis Redding
Easy - Lyonel Ritchie
Over the Rainbow - Eva Cassidy
Heartbeats - Jose Gonzalez


Estos son los tintos, los que más me gustan. También es la prueba irrefutable de que nuestros sentidos nos engañan, ya que yo disfruto mucho más de estos vinos embalada por otros ritmos - el menú se lo he probado.

Más allá de una selección musical "energética y refrescante", "poderosa y dura" o "sutil y refinada", creo que el sabor del vino de una noche fría no se hace mejor o peor sensorialmente, sino que sentimentalmente: la música no es gramática, sino poesía. Cuando Miles Davis toca para mi, lo que se me altera no son las papilas gustativas, es el despliegue, la memoria transfigurada, las ausencias y la belleza de las noches de lluvia. "It never entered my mind...".

La banda sonora es tan intimista que nadie, a parte de ti, se la puede escuchar.



18 mayo, 2008

Pessimista ou simplesmente realista?

Desde o mais profundo do nosso gene egoísta, alguns filósofos parecem defener um "pessimismo permanente" do gênero humano, que seria uma espécie de lado escuro da nossa transcendência como seres racionais, designados por natureza a desejar o "bem comum", que segundo Hobbes, é a força sublime capaz de evitar todo e qualquer dano ou ameaça de nós contra nós mesmos. Então a questão é: abraçamos uma utopia natural (que, apesar de hipotética, quer ser normativa) de uma bondade inata, ou reconhecemos a era das armas de destruição em massa e do terrorismo cosmopolita em que vivemos? Se abraçamos a última, somos pessimistas ou simplesmente realistas?

12 mayo, 2008

El Club Silencio





No hay banda.

Señuelo

Quisiera decirte de la verdad entera, de lo que se puede pasar pagina y de lo que entraña en el alma. Es más cierto que nadie diga nada - el silencio es confortante, porque no es verdad. No quiero coágulos de aburrimiento en mi vida, pero peor que eso es perder la conexión entre uno y el suelo bajo los pies, es perderse entre galaxias cuyo silencio ya no conforta.
No puedo entrecortar el vacío de estar adscrita a relatos, estoy caminando, siempre caminando, sin manos, ojos y olores tuyos, en alguna galaxia donde no pasan cometas. Es una vida fértil, aunque de un cinismo sin cura. He descubierto bellezas, sin embargo estoy en el otro lado. Vivo en el espacio exterior, me hace falta la atmósfera. No quier ahogarme, prefiero transfigurarme, pero eso no es para ya, no es para esa galaxia. Antes, hay que pasar el cometa.

11 mayo, 2008

Relavismo Moral Subversivo?

Os advogados do universalismo moral, ou siplesmente kantianos, há muito ressaltam o "perigo" do emprego do relavismo quando se trata de moralidade: a idéia é difundir certo pânico, o que em geral ocorre com todos nós, quando dizemos que que é possivel deixar de importar-se com coisas que geralmente acreditamos dever importar-nos.

Via de regra, a idéia mesma de um imperativo categórico que nos imponha obrigações morais tais como compadecer-se da dor alheia ou ser caridosos, ou mesmo um "dever cidadão" ante nosso país, é, dentro do senso comum, a garantia (a priori) de que existe uma "ordem" normativa intrínseca ao ser humano e que nos protege de nós mesmos, ou em outras palavras, da própria degradação moral da espécie, na medida em que cada vez mais depreciamos nossos semelhantes, cada vez mais o mundo vive indiferente.

Talvez, em lugar de categorizar a bondade humana como um imperativo, deveríamos deixar de buscar na força normativa e, portanto, sancionatória de uma moralidade ideal (que é, no fundo, tentar impor semelhanças entre latentes diferenças) o elmo dourado da sobrevivência da espécie humana, descartar essa racionalidade amedrontadora e pensar-nos mais como "voluntários" envolvidos em causas como justiça e liberdade, contra toda classe de opressão, inclusive a moral.

Muito embora haja o medo, não deveríamos ater-nos à discussão acerca da autoridade de qualquer moralidade; penso que um conceito mais bonito e mais humano ao qual deveríamos observar é o da tolerância, que longe de ser uma imposição, é o resultado de uma capacidade humana ostensivamente prática porque pode ser egoísta ou altruísta, e surge se relativizamos nossos julgamentos morais: a possibilidade do acordo.

09 mayo, 2008

Não, tu olhas pra ti e te amas

Clarice Lispector por Maria Bethânia:



07 mayo, 2008

Se eu fosse poeta, escreveria assim sobre minha inércia emocional



"Tonzinho querido, estou aqui em um hotel, que dá para uma praça, que dá pra toda a solidão do mundo... e como sempre acontece nessas horas, escrevo para você cartas que nunca mando..."


Carta de Vinicius de Moraes a Tom Jobim.

06 mayo, 2008

chicas leyendo




Pablo Picasso

04 mayo, 2008

One Train May Hide Another

In a poem, one line may hide another line,

As at a crossing, one train may hide another train.

That is, if you are waiting to cross

The tracks, wait to do it for one moment at

Least after the first train is gone. And so when you read

Wait until you have read the next line –

Then it is safe to go on reading.

[….]

One song hide another song; a pounding upstairs

Hide the beating of drums. One friend may hide another, you sit at the foot of a tree

With one and when you get up to leave there is another

Whom you’d have preferred to talk to all along. One teacher,

One doctor, one ecstasy, one illness, one woman, one man

May hide another. Pause to let the first one pass.

You think, now it is safe to cross and you are hit by the next one. It can be important

To have waited at least a moment to see what was already there.


Keneth Cock, via Roughtheory


 

Roberta Gonçalves, 2007 - We copyleft it!